
Ter um seguro e estar coberto nem sempre são a mesma coisa quando você viaja.
Ninguém contrata o seguro do carro sem saber se ele cobre terceiros, roubo, fenômenos climáticos ou só colisão. Com a proteção durante as viagens, seja a trabalho, nas férias ou em um fim de semana prolongado, a lógica deveria ser a mesma.
Por isso, “já temos o seguro do cartão e plano de saúde”, uma resposta frequente quando o assunto é seguro-viagem, precisa de um olhar um pouco mais atento.
Essa resposta não está totalmente errada, porque o plano de saúde e o cartão de crédito realmente oferecem algum nível de proteção. A questão é o que exatamente cada um cobre, para quem e em quais viagens, e é nesses detalhes que eles se afastam do seguro-viagem.
O seguro-viagem é a proteção contratada para o período da viagem. Ele cobre despesas médicas e hospitalares e, conforme o plano, outros imprevistos, como bagagem extraviada e cancelamento da viagem, além de oferecer uma central de assistência para quem está fora da cidade ou do país.
Contratar o seguro é a parte simples.
E, para saber se o “já temos” se sustenta de verdade, o melhor caminho é começar pelo que cada um deles cobre de verdade.
O plano de saúde cobre quem está viajando?
Todo plano de saúde tem uma área de cobertura definida em contrato, que pode ser a cidade, o estado ou o país inteiro. Se o plano for regional, quem passa mal em outro estado pode ficar sem a rede credenciada por perto. Mesmo nos planos nacionais, a rede no destino pode ser bem mais enxuta do que a da cidade de origem, o que às vezes significa pagar o atendimento e correr atrás do reembolso depois.
Fora do país, o plano só cobre quando o contrato prevê isso de forma expressa. E, mesmo quando cobre, ele cuida da saúde e de mais nada. Uma bagagem extraviada ou uma viagem cancelada às pressas ficam fora do escopo de qualquer plano de saúde.
E o seguro do cartão de crédito?
Alguns cartões, principalmente os de categorias mais altas, oferecem seguro-viagem como benefício. É uma vantagem, de fato, mas que vem com algumas “letrinhas miúdas”. Em geral, a passagem precisa ter sido comprada com aquele cartão, o benefício pode exigir que o titular emita um certificado antes de embarcar, e os limites de cobertura variam bastante de um cartão para outro.
Também vale conferir se a proteção se estende a quem viaja com o titular e se vale para viagens nacionais, e não só para as internacionais.
Em viagens a trabalho, entra mais um detalhe. Se a passagem foi paga pela empresa, com cartão corporativo ou faturamento, o benefício do cartão pessoal do viajante pode simplesmente não se aplicar. E, se a empresa tiver um cartão corporativo com esse benefício, as condições precisam ser conferidas com a mesma atenção.
Por que a empresa não deveria depender do que cada colaborador tem?
Quando a proteção depende do cartão ou do plano de cada um, duas pessoas na mesma viagem podem ter coberturas completamente diferentes, e a empresa não tem como saber qual é qual. Uma delas pode estar bem protegida, e a outra, descoberta, sem que ninguém perceba antes de precisar.
Definir na política de viagens quais viagens têm seguro, incluindo as nacionais quando o plano de saúde for regional, resolve isso. Todos viajam com a mesma proteção, e quem decide sabe exatamente o que foi contratado.
A empresa é obrigada a contratar seguro-viagem para os colaboradores?
Não existe uma lei que obrigue as empresas a contratar seguro-viagem para quem viaja a trabalho. Mas a responsabilidade da empresa com a saúde e a segurança dos colaboradores continua valendo durante a viagem. A Lei 8.213/1991, por exemplo, equipara a acidente do trabalho o acidente sofrido em viagem a serviço da empresa. Incluir o seguro na política é uma forma concreta de exercer esse cuidado, o chamado duty of care.
Qual cobertura escolher para cada destino?
O valor da cobertura médica precisa acompanhar o custo do atendimento no destino, que em alguns países é bem mais alto do que no Brasil. Viagens longas, com vários destinos ou com conexões em outros continentes também pedem uma análise diferente da de uma ida e volta para uma reunião no mesmo dia.
Vale ainda conferir as exigências de cada país. Alguns pedem comprovação de seguro para conceder o visto, e essa informação precisa estar resolvida antes da emissão da passagem, e não na véspera do embarque.
Como o colaborador usa o seguro na hora em que precisa?
Um seguro que o viajante não sabe que tem ajuda pouco no momento do imprevisto. Por isso, a política de viagens fica completa quando cada colaborador embarca sabendo qual é a cobertura dele, onde está o certificado e qual canal acionar se precisar de atendimento.
E quando o colaborador viaja de férias?
Nas férias, a decisão sobre o seguro é do próprio colaborador, mas as mesmas perguntas valem para ele e para a família: o plano de saúde atende no destino, o cartão cobre todos que viajam e quem ele chama se algo der errado. Empresas que oferecem viagens de lazer como benefício podem levar esse cuidado também para fora do expediente.
Como a LID Travel ajuda nessa decisão
A LID Travel ajuda a avaliar qual cobertura é a mais adequada para cada destino e tipo de viagem. Isso vale para as viagens a trabalho e também para as de lazer dos colaboradores. Se o colaborador precisar acionar o seguro durante a viagem, pode falar direto com a seguradora ou contar com a ajuda das consultoras da LID, que também está disponível para remarcações e imprevistos, inclusive fora do horário comercial.
Assim, o seguro de quem viaja pela sua empresa passa a ser escolhido com o mesmo cuidado que qualquer outro seguro que você contrata.
Defina com um consultor o seguro certo para as viagens da sua empresa.





